quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Rabinos Investigam Biblicamente a Respeito do Amor Homossexual



Rabinos Investigam Biblicamente a Respeito do Amor Homossexual
100 Líderes empregam a Torá para Travar Guerra Contra o Impulso de Obama
Por Bob Unruh, do WND (WorldNetDaily)
Publicado originalmente em: 27/12/2011

Traduzido por Carlos Augusto Vailatti
22/02/2012

            Em uma impressionante declaração formal que confronta diretamente a longa campanha presidencial de Barack Obama para promover e normalizar o homossexualismo, uma coalizão de rabinos ortodoxos e profissionais respeitados da saúde mental dizem que ser “gay” é um comportamento que pode ser mudado e curado com terapia, se a pessoa tiver esse desejo.
            “O conceito de que Deus criou um ser humano que seja incapaz de encontrar felicidade em uma relação amorosa a menos que ele viole uma proibição bíblica não é nem plausível nem tampouco aceitável”, diz o documento, intitulado Declaration on the Torah Approach to Homossexuality (Declaração Sobre a Abordagem da Torá a Respeito do Homossexualismo).
            A Declaração afirma que atrações pelo mesmo sexo podem ser modificadas e “curadas” e condena o “ataque repentino na propaganda” que foi lançada “para persuadir o público sobre a legitimidade do homossexualismo”.
            Leia tudo sobre como o homossexualismo invadiu Main Street [uma referência aos “valores tradicionais norte-americanos”], em The Marketing of Evil: How Radicals, Elitists, and Pseudo-Experts Sell Us Corruption Disguised as Freedom (O Marketing do Mal: Como Radicais, Elitistas e Falsos-Especialistas Vendem-nos Corrupção Disfarçada de Liberdade).
            “A mídia é abundante em rótulos negativos, o que significa que uma pessoa é ‘odiosa’ ou ‘homofóbica’ se ela não aceitar o estilo de vida homossexual como legítimo. Esta coerção política tem silenciado muitos, mantendo-os em submissão. Infelizmente, esta atitude tem se infiltrado para dentro da comunidade da Torá e muitos se tornaram confusos ou aceitaram a descrição da mídia sobre esta questão”, diz a declaração.
            De fato, Obama, logo após ter tomado posse em 2009, assinou em lei uma proposta de “crimes de ódio” que aumenta as penas para crimes atribuídos ao “ódio” ao homossexualismo, concedendo proteções especiais para “gays” que a outras vítimas de crimes não são dadas.
            “A Torá faz uma clara declaração de que o homossexualismo não é um estilo de vida aceitável ou uma identidade genuína por proibir severamente sua conduta. Além disso, a Torá, sempre presciente sobre as influências seculares negativas, adverte-nos em Vayikra (Levítico) 20:23: ‘não sigam os costumes das nações que eu expulso de diante de vocês...’. Particularmente, a Torá escreve isto em relação ao homossexualismo e a outros contatos sexuais proibidos”, diz a declaração.
            O documento foi assinado por uma coalizão de mais de 100 rabinos, organizadores da comunidade, líderes e profissionais da saúde mental. Entre os signatários que escolheram ir a público com sua aprovação da posição estão a psicóloga e escritora, Dra. Mirian Adaham de Jerusalém; Rabino Simcha Feuerman, presidente da Rede Internacional Ortodoxa das Profissões que lidam com a Saúde Mental; a psiquiatra e escritora de Los Angeles, Dra. Miriam Grossmann; o Dr. Joseph Gelbfish do Brooklin, Nova Yorque; o Rabino Yaakov Salomon, psicoterapeuta e escritor; o Rabino Steven Pruzansky, vice-presidente do Conselho Rabínico dos Estados Unidos e dezenas de outros.
            Esta declaração contradiz outra declaração de 2010, assinada pelos rabinos ortodoxos, que acreditavam que “Judeus com orientação homossexual ou atrações pelo mesmo sexo devem ser acolhidos como membros de pleno direito da sinagoga e da comunidade escolar. Tanto quanto com relação ao gênero e à linhagem, eles devem participar e contar nas cerimônias, serem elegíveis para honras rituais da sinagoga e comumente devem ser tratados da mesma forma e sob a mesma base haláquica e hagádica, como qualquer outro membro da sinagoga onde eles se reunirem”.

            Contradição
            A declaração de 2010 também rejeitou a ideia de terapia para curar o homossexualismo, mas a nova declaração toma a posição oposta.
            “Nós enfaticamente rejeitamos a noção de que a pessoa inclinada ao homossexualismo não possa superar sua inclinação (dele ou dela) ou desejo. Comportamentos são passíveis de mudança. A Torá não proíbe algo que é impossível de ser evitado. Abandonar as pessoas à solidão ao longo da vida e ao desespero, negando toda esperança de superação e cura de sua atração pelo mesmo sexo é impiedosamente cruel. Tal atitude também viola a proibição bíblica em Vayikra (Levítico) 19:14 ‘você não deve colocar uma pedra de tropeço diante do cego’”, ela declara.
            A coalizão de rabinos e outros diz que “não obstante o politicamente correto, a única conduta de ação aprovada na Torá com relação ao homossexualismo é a terapia psicológica acompanhada da teshuvá, ou arrependimento”.
            Os signatários concordam que atrações pelo mesmo sexo podem ser modificadas e curadas.
            A declaração foi escrita por um comitê de 25 membros, composto de rabinos, pais, pessoas em tratamento e “histórias de sucesso” daqueles que se submeteram à terapia e hoje estão vivendo vidas heterossexuais, com cônjuges e filhos, diz o grupo.
            A declaração rejeita as tentativas dos “secularistas e de alguns na comunidade religiosa” que minimizam ou negam a possibilidade de mudança.
            O tratamento recomendado na declaração é reparador ou de terapia de afirmação de gênero, que a declaração define como “o reforço da identidade de gênero natural do indivíduo, ajudando-o (a) a compreender e reparar as feridas emocionais que levaram à sua desorientação e enfraquecimento, permitindo assim o recomeço e a realização do desenvolvimento emocional do indivíduo”.
            O propósito da declaração é auxiliar os judeus que “se tornaram confusos sobre esta questão e vieram a aceitar algumas falsas noções”, tais como a ideia “de que a pessoa não pode controlar sua ‘natureza’ e, portanto, deve aceitar sua inclinação proibida como algo natural e normal, que não precisa ser trabalhado e curado”.
            Os membros do comitê de criação [da Declaração] estão sendo mantidos em anonimato, mesmo embora os signatários da declaração tenham vindo a público. Mas os membros do comitê disseram em uma declaração preparada que eles superaram as atrações pelo mesmo sexo e “nós iniciamos esta Declaração da Torá por causa das mensagens da mídia e dos ativistas homossexuais que são, na melhor das hipóteses, enganosos e, na pior das hipóteses, inverdades completas”.

            A Utilização Indevida da Compaixão
            “Os ativistas homossexuais estão fazendo uso indevido da compaixão para conquistar o público. Sua mensagem básica é que se nós nos preocupamos com as pessoas, deveríamos aceitá-las como homossexuais e não pedir-lhes para mudar. Eles têm reforçado esta mensagem solicitando aos que se auto-identificam como homossexuais que repitam constantemente a inverdade de que ‘mudar não é possível’ e que as pessoas ‘nasceram assim’; que os homossexuais tentaram, mas ‘não puderam mudar’ e que se pudessem escolher, “eles nunca teriam escolhido isto’. Tudo o que eles querem é ‘aceitação, felicidade e amor, assim como todos os outros”, explica o grupo.
            Entretanto, os membros da comunidade judaica escrevem que a Torá “faz uma declaração inequívoca de que o homossexualismo não é um estilo de vida aceitável” e que não há evidência científica genuína de que o homossexualismo seja genético ou biológico.
            A declaração relata que o avanço da normalização do homossexualismo é uma ameaça real à liberdade religiosa.
            Por exemplo, em Nova Iorque, onde o “casamento homossexual” foi recentemente legalizado, sinagogas são protegidas se optarem por não permitir um enlace homossexual.
            Contudo, “se a profissão de uma pessoa religiosa estiver associada a um salão de festas, fotografia, músicos, fornecedores etc, não há proteção legal para eles ao recusarem-se a prestar serviços em um casamento homossexual. Além disso, se os seus negócios envolverem contratos ou licenças de qualquer cidade ou estado, eles serão anulados por se recusarem a atender um casamento homossexual”, adverte o grupo.
            “Nós estamos apenas começando a ver as repercussões para as pessoas de fé sobre esta questão. Como esta se torna a lei da terra, nós veremos um aumento nos seguintes tipos de manchetes”, declara a organização.
            Repercussões
            A Declaração cita vários exemplos de meses recentes, incluindo quando Peter Vidmar foi forçado a abandonar as olimpíadas dos EUA depois de reportagens dizerem que ele apoiou iniciativas contra o casamento homossexual, um comentarista de TV de Toronto foi demitido por apoiar o casamento tradicional e uma empresa de fotografia de casamentos no Novo México foi multada por se recusar a fotografar um “casamento” homossexual.
            Mesmo a Associação Americana de Psicologia (APA) desistiu de sua afirmação sobre um “gene gay”, ou alguma razão inevitável para o comportamento homossexual.
              A APA afirmou, recentemente, neste mês, que “não há descobertas científicas de que uma pessoa nasça homossexual”.
            A porta-voz, Susan Rosenbluth, representando os signatários da nova declaração, disse ao WND que é repreensível contar a um menino de 16 anos de idade, que vive em conflito com atrações homossexuais, “desculpe, garoto”.
            Ela disse ao WND que há uma grande variedade de “tendências naturais” no âmbito do comportamento humano que devem ser controladas – e mudadas, se possível. Ela citou o alcoolismo ou o fato de estar acima do peso como questões comportamentais semelhantes que requerem a ajuda de outros para mudar.
            Outros comportamentos são semelhantes, observou ela.
            É Preciso Muito Trabalho
            “Não é natural tocar violino. Isso não vem naturalmente. O mesmo ocorre com a superação de uma atração pelo mesmo sexo. É preciso muito trabalho, se quiser fazê-lo”.
            Ela disse que a lei judaica em parte alguma diz que não é kasher [em hebraico, “permitido”] comer lama, porque ninguém irá fazer isso. Mas ela disse que a Declaração Judaica aborda a questão do mesmo sexo, tratando-a como o ato de roubar, algo que as pessoas às vezes são inclinadas a fazer, mas ainda não são permitidas.
             Também não devem as pessoas de fé ignorar as questões sobre o homossexualismo, ela diz.
            “Abandonar as pessoas à solidão ao longo da vida e ao desespero, negando toda esperança de superação e cura de sua atração pelo mesmo sexo é impiedosamente cruel”, diz a Declaração.
            Ela recomenda “terapia reparadora ou de afirmação de gênero”. Que é definida como “o reforço da identidade de gênero natural do indivíduo, ajudando-o (a) a compreender e reparar as feridas emocionais que levaram à sua desorientação e enfraquecimento, permitindo assim o recomeço e a realização do desenvolvimento emocional do indivíduo”.
            E a necessária teshuvá é a exigência da Torá, de que as pessoas se afastem “de qualquer transgressão ou pecado e se voltem para D’us, a essência espiritual de cada um”.
            Responsabilizando Obama
            Há apenas alguns dias atrás, uma ex-lésbica, agora administrando um ministério especializado, disse que Obama está usando a sua influência mundial “e o poder financeiro do governo” para promover o homossexualismo.
            Essa afirmação é de Janet Boynes, do Janet Boynes Ministries, que declara de antemão que seu objetivo é “ministrar a indivíduos que questionam a sua sexualidade ou que desejam deixar o homossexualismo. A JBM buscará informar e desafiar as igrejas e a sociedade sobre as questões que envolvem a sexualidade e ensinar como ministrar à comunidade homossexual”.
            Ela disse ao WND que muitos “secularistas jovens e ingênuos” estão ocupados seguindo a orientação de Obama sobre sua agenda sexualmente permissiva e o seu resultado levará “ao desaparecimento dos valores tradicionais e das famílias”, disse ela.
            A agenda de Obama também “propaga o ataque às crenças judaico-cristãs em um nível global”.
            Mas, enquanto outros ministérios são críticos do avanço pró-homossexual de Obama – ele está colocando mais homossexuais em posições de poder do que qualquer outro presidente, franqueou os militares dos EUA ao homossexualismo aberto e assinou em lei um plano de “crimes de ódio” que concede proteções especiais aos homossexuais – Boynes vai um passo além.
            “A Bíblia diz que o inimigo vem para roubar, matar e destruir (João 10:10)”, diz ela. “É seu objetivo principal trazer confusão e causar divisão dentro da igreja e ele faz isso, alterando a verdade de Deus de tal maneira que muitos cristãos são enganados se eles não estiverem arraigados e alicerçados na Palavra de Deus”.
            O WND noticiou recentemente sobre a política de administração de Obama ser a nova polícia global do sexo e sobre uma ordem executiva assinada recentemente que, alguns dizem, está seguramente promovendo “cotas” de contratos LGBT para cargos do governo federal.
            O WND também noticiou a pressão feita por vários funcionários do governo para normalizar o comportamento LGBT, incluindo a designação de “identidade de gênero” como um status de proteção para empregos federais.
            O colunista do WND, Matt Barber, escreveu que os liberais estão “desesperados” em seus esforços “para desenterrar alguma racionalização natural e biológica – para a qual a ciência não encontrou nenhuma – a fim de validar um comportamento comprovadamente não natural”.
            “É por isso que vemos um ódio tão visceral da esquerda para com a comunidade ex-gay. Do ponto de vista político e jurídico, é estrategicamente perigoso que estes mesmos liberais minem e marginalizem as experiências bastante reais da vida de incontáveis milhares de ex-homossexuais”, ele escreveu.
            Alerta dos Pediatras
            O WND noticiou anteriormente quando uma coalizão de pediatras alertou os educadores a não promoverem o viver gay.
            A American College of Pediatricians (Conselho Americano de Pediatria), uma organização sem fins lucrativos, financiada por membros e doadores, escreveu aos diretores das escolas, dizendo que “não é papel das escolas diagnosticar e tentar tratar a condição médica de qualquer estudante e certamente não é papel de uma escola ‘afirmar’ a orientação sexual pessoal percebida em um estudante”.
            Além disso, as escolas podem criar uma “vida de desnecessária dor e sofrimento” a uma criança quando eles reforçam um comportamento escolhido a partir da “confusão” de uma criança.
            O grupo também criou um site chamado Facts About Youth (Fatos Sobre a Juventude) como um recurso para os funcionários da escola para obterem os fatos a partir de um “canal não-político e não-religioso”.
            “A única conduta viável de ação que é coerente com a Torá é a terapia e a teshuvá”, afirma a Nova Declaração. “Não há outra prática, a Torá sancionou a solução para esta questão”.
           
Extraído de: http://www.wnd.com/2011/12/381765/ , em 22/02/2012.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011



É com muito prazer que convido a todos (as) para o lançamento do meu primeiro livro, Manual de Demonologia, pela Fonte Editorial.

Eis os dias e locais do lançamento:

Local: SEMINÁRIO TEOLÓGICO BETEL BRASILEIRO
Endereço: Rua: São Bento, 545 - 1ª Sobreloja - Centro - São Paulo - SP (Em frente à saída do Metrô São Bento)
Telefones para Contato: (11) 3105-5552 / (11) 3105-5845
Data: 26/09/2011 (2ª Feira)
Horário: às 19:45h
Endereço Eletrônico: www.betelbrasileiro.com.br


Local: INSTITUTO BETEL DE ENSINO SUPERIOR - IBES
Endereço: Rua: Siqueira Bueno, 628 - 4º Andar - Belenzinho - São Paulo - SP (Próximo ao Viaduto Guadalajara)
Telefone para Contato: (11) 2693-7878
Data: 01/10/2011 (Sábado)
Horário: às 09:20h
Endereço Eletrônico: www.ibes.com.br


Trecho da apresentação do livro, feita pelo editor, Eduardo de Proença:

Neste livro, o autor com grande profundidade pesquisa sobre a figura de Satanás na tradição bíblica vetero e neotestamentária. Valendo-se do recurso de conhecer as línguas bíblicas, Carlos Vailatti passeia com maestria e disciplina pelas escrituras sagradas. Em um primeiro momento faz uma verdadeira “varredura” pela terminologia bíblica no que se refere ao mal, desde seres míticos e maléficos, até nas tradições extra-bíblicas Vailatti verdadeiramente se esmera.
Independentemente da posição teológica do leitor, certamente se renderá ao fôlego de pesquisador demonstrado pelo autor, e pela sua honestidade acadêmica e respeito as tradições cristãs ainda presentes na maioria das igrejas.
Em uma segunda parte do livro faz uma investigação sobre a narrativa evangélica de Marcos sobre o jovem possesso, o Gadareno, que nele habitava legiões de demônios. Com cuidado, minúcia e com grande organização e didática convida a você a compreender esse emblemático texto de Marcos.
Se o diabo existe ou não creio não ser o objetivo de Vailatti demonstrar. Porque como diria Santa Teresa de Ávila “se Satanás pudesse amar, deixaria de ser mau”.

Um grande abraço a todos (as) e até lá!!

Carlos Augusto Vailatti

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A TEOLOGIA DA LETRA F



Por Carlos Augusto Vailatti
Falando francamente, o firme fundamento tem faltado na fé dos fiéis.

Faço frisar que a fé falaciosa tem funcionado como fé falsificada, fincada nas finanças, nas farsas, na fama, nas fortunas, na fanfarronice, no finito, no físico, no folclórico e no fantasioso. Fuja desta fé feia, fosca e furada.

Essa forma de fé falha, fé de fachada, fé fora-da-Lei, fé fútil e, falando sem falsidade, fé fratricida, é uma fé funesta e frouxa, fé fantasiosa, fé que fulmina. Fé que faz ferimentos. Fé fraca. Fé fundada na ficção, sem fatos. Fé que funciona como flagelo na face dos fiéis fidedignos.

Faz falta a fé fidedigna ou a fidelidade do fiel à fé! Não a fé do faraó, não a fé do filisteu, não a fé de Fileto e nem a fé que funciona como fermento dos fariseus. Mas a fé da feminina Febe, a fé de Filipe e a fé de Filemom.

Faz falta fundir a fé e o fazer. Essa fusão faz falta fundamental. A fé sem o fazer é falecida. Foi-se. Fugiu.

Os facínoras que fluem na fé fácil, fantasmagórica e feiticeira, fabricam uma fé que se faz fel. Uma fé falsificada, fúnebre e, finalmente, forjada na fundição das falcatruas que fenecem. Freemos tal fé.

A fé que funciona é a fé no Fiel e na feição da Sua formosura. É a fé que flutua até a Fonte. É fé forasteira de forasteiros. É a fé flagrante, a fé firme, a fé que foca no fim futuro frente à face do Formidável. O fiel não fabrica, não faz a fé. A fé é o favor do Fidedigno fornecido aos filhos e filhas.

Faça-se a fé fidedigna. Na favela, nas florestas, nos fins-de-semana, nas festas. Que falhem a fé fingida, os fuxicos, a fobia e o fanatismo. Que se fixe a fé fervorosa como farpas, como fogo feroz faminto pela face do Fidedigno. A falsa fé se faz facção nos fiéis. A fé fidedigna se faz fertilidade.

Finalizando a fraseologia filosófica, a fé é uma ferramenta fascinante, quer se faça em frágil fagulha, quer force como feroz furacão. A fé fidedigna é um fenômeno fantástico, que faz falta ao fraco, ao frágil, e que funciona fartamente no forte. Essa fé não fingida, fascinante e franca freia a frieza e fortalece a família da fé, fazendo-a feliz de fato. Fim.

Fraternalmente,

CAV

domingo, 19 de dezembro de 2010

A Cobra e a Serpente


por Carlos Augusto Vailatti

Tempos atrás, o programa "Totalmente Selvagem", exibido no National Geografic Channel, apresentou uma reportagem sobre uma jibóia que tentava comer os filhotes de uma pomba que estavam em um ninho sobre um espinheiro, na Indonésia.

As imagens mostravam a jibóia subindo sorrateiramente pelo tronco do espinheiro até chegar próximo ao ninho da pomba. Porém, quando ela estava quase para dar o bote, a pomba mãe instintivamente percebeu o perigo, veio por trás da jibóia e começou a lhe dar várias bicadas em todo o seu corpo. Através desse ato de heroísmo, a pomba pôs a cobra para correr!

Acredito que esse acontecimento extraído do mundo selvagem pode servir para ilustrar um grande ensinamento espiritual. Sempre que a antiga "serpente" (Satanás) quiser "dar o bote" (atacar) a Igreja, Aquele que desceu como pomba sobre Jesus, por ocasião do seu batismo, isto é, o Espírito Santo (Mt 3.16; Lc 3.21,22), irá "dar bicadas" na serpente para afugentá-la e para proteger os filhos de Deus!

sábado, 27 de novembro de 2010

Todos os Caminhos Levam a Deus



Há certos ditados e frases populares que ao longo dos tempos são reinterpretados e, por conseguinte, acabam adquirindo novos significados. Aliás, de tanto serem repetidos, terminam por se eternizar como verdades absolutas. O ditado latino Omnes viae Romam ducunt, “todos os caminhos levam a Roma”, é um belo exemplo disso.

Ora, mas como foi que esse ditado surgiu? Bem, sabe-se que Roma, ao tornar-se império mundial, experimentou em certo momento de sua história um desenvolvimento urbano muito grande. E como era o principal centro comercial do mundo na época, Roma acabou criando redes de estradas que a ligavam às suas províncias ao longo de todo o seu domínio imperial. Esse fato fez com que surgisse o conhecido ditado: “todos os caminhos levam a Roma”. Para passar daí para o seu significado religioso, “todos os caminhos levam a Deus”, foi um pulo.

Porém, se quisermos ser honestos teremos que admitir o seguinte fato incontestável: assim como não podemos generalizar e dizer que “todos os remédios curam o câncer”, “todas as vacinas levam à cura da gripe” e “todos os itinerários conduzem ao Monte Everest”, da mesma forma não podemos afirmar que “todos os caminhos levam a Deus”.

Nesse mundo pós-moderno em que vivemos, o qual busca inocular em nossas consciências valores como o pluralismo e o relativismo, verdades absolutas, como a verdade do Evangelho, acabam sendo muitas vezes sacrificadas em nome de uma “filosofia ecumênica”, hoje na moda.

Essa variedade de “caminhos” que hipoteticamente nos levam a Deus, pode nos conduzir, antes de tudo, a um relativismo crônico. Se seguirmos esse tipo de raciocínio “ecumenista” seremos tentados a pensar que se há tantos “caminhos” distintos que nos levam a um mesmo objetivo, Deus, então todos eles merecem respeito e consideração, pois todos eles devem ser/estar “corretos”. Tal raciocínio conduz a uma relativização da verdade, criando assim o ensejo para que cada um “pense o que quiser” e “acredite no que quiser” já que todos têm a “sua” verdade.

Essa filosofia pluralista-relativista tem como objetivo principal “silenciar” e “amordaçar” a nossa consciência, porque se existem tantas “verdades” por aí, logo, ninguém tem o direito de dizer aos outros o que deve ser feito ou pensado em matéria de religião, espiritualidade, ética, moral e assim por diante. Esse tipo pernicioso de filosofia acaba criando precedentes para que vejamos o aborto e a legalização da maconha, por exemplo, como coisas normais. Aliás, ai de nós se ousarmos questionar a legitimidade dessas práticas e de outras! Se fizermos isso, somos logo tachados por alguns como “fundamentalistas”, “quadrados”, “antiquados”, “retrógrados” etc.

Todavia, quando Jesus diz: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão através de mim” (João 14.6), ele está fazendo uma declaração exclusivista-absolutista, a qual não abre o mínimo espaço para qualquer ideia pluralista-relativista no que diz respeito à questão salvífica. Os substantivos “caminho”, “verdade” e “vida”, no texto original grego, estão todos precedidos pelo artigo (Jesus é “o” caminho, “a” verdade e “a” vida), fato este que exclui automaticamente a existência de uma pluralidade de “caminhos”, “verdades” e “vidas” que possam conduzir alguém ao Pai. Some-se a isto ainda o seguinte: na expressão “ninguém vem ao Pai senão através de mim”, a conjunção grega traduzida corretamente por “senão” (do grego, ei mé) também aponta para a exclusividade de Jesus como “único caminho” que nos conduz a Deus e, conseqüentemente, à salvação.

Esse pensamento pode até soar como arrogante, pretensioso e fundamentalista para muitas pessoas, porém, não podemos fazer concessões, negociatas e barganhas de nenhuma espécie com a verdade do Evangelho. Ou Cristo nos é totalmente suficiente, e, portanto, ele nos basta. Ou então, Cristo é insuficiente, e, sendo assim, não merece que a nossa confiança e fé sejam depositadas nele.

Em uma época em que as pessoas relativizam valores absolutos, não buscam tomar partido de nada e de ninguém e vivem “fazendo média” com as opiniões de todo mundo a fim de poderem agradar a todos e, assim, se auto-preservar (o que denuncia a falta de identidade própria do indivíduo), é necessário assumir uma postura diferente. Não dá pra ser “Maria-vai-com-as-outras”. Não dá pra “seguir a multidão” cegamente. Não dá pra sacrificar valores absolutos ou fazer certas concessões doutrinárias, filosóficas e ideológicas em nome da perpetuação de um pluralismo que, ao mesmo tempo em que defende a coexistência harmônica de múltiplas verdades por um lado, nega a existência da verdade una e eterna, pelo outro.

Como diz o refrão da música “Caminhos Perdidos” cantada por uma banda de nome bastante sugestivo, “Sem Destino”:

“Eu sei que corro perigo /
tenho todos os caminhos e estou perdido /
eu sei que corro perigo /
tenho todos os caminhos e estou perdido”.


Na paz daquele que é o Caminho,


Carlos Augusto Vailatti

domingo, 20 de junho de 2010

Futebol, Política e Religião não se Discutem. Será?



Um dos ditados mais conhecidos e gastos da nossa sabedoria popular brasileira é aquele que diz que “futebol, política e religião não se discutem”. Esse ditado sacrossanto, intocável e até mesmo “imexível” (pedindo licença para tomar de empréstimo o neologismo criado pelo nosso ex-ministro do Trabalho, Antônio Rogério Magri) reflete a existência daquela que é, a meu ver, a maior contradição brasileira: a insistência escapista em não querer discutir os três temas que estão mais presentes no imaginário popular brasileiro. 
Essa tríade tupiniquim, mais famosa que as histórias dos Três Mosqueteiros, dos Três Patetas, dos Três Porquinhos e, até mesmo, da trilogia do filme Senhor dos Anéis, é composta pelas três características mais marcantes do brasileiro, podendo ser vistas na seguinte identidade tripartida do brasileiro contemporâneo: o brasileiro hoje é, ao mesmo tempo, “homus futebolisticus” (homem que aprecia o futebol), “homus politicus” (homem político) e “homus religiosus” (homem religioso).  
Embora todos nós estejamos cientes do fato de que não pode haver concordância de opiniões com relação a esses três assuntos (futebol, política e religião) devido à complexidade de fatores e elementos agregados a esses temas, contudo, isso não deve nos servir de desculpas para fugirmos desses assuntos, tal como “o diabo foge da cruz”. Em outras palavras, permita-me destoar do coro tradicional e afirmar categoricamente que: “Futebol, Política e Religião se Discutem Sim!”.
É bom lembrar que uma das características que nos tornam únicos em nossa essência e natureza é a capacidade que temos de pensar, de refletir e de emitir opiniões, ainda que estas sejam divergentes e destoantes das opiniões de outros. Aliás, isto é democracia! É liberdade de expressão! É exercer o livre-arbítrio! Sendo assim, vamos então à “discussão” sobre esse triângulo conflituoso:
I – Discutindo “Futebol”
Desde que o descendente de ingleses e escoceses, o paulista Charles Miller (1874-1953), trouxe o futebol da Inglaterra para o Brasil, e desde que o primeiro jogo de futebol foi realizado em 1895 (há 115 anos) em nossa “terra adorada”, não há como não discutirmos futebol. Somos pentacampeões. Estamos correndo atrás do “hexa”. Somos conhecidos como “a pátria de chuteiras” ou “o país do futebol”. Possuímos mais de 800 clubes de futebol profissionais, 13 mil times amadores, 11 mil atletas federados e cerca de 30 milhões de praticantes dessa arte nacional. Em cada rua, vila e bairro de nossas cidades, centenas de milhares de crianças, adolescentes e marmanjos podem ser vistos chutando aquela “redonda” tão amada e tão bem quista pelo nosso povo. Além disso, em termos econômicos, o futebol movimenta mais de R$16 bilhões por ano em nosso país.  Cada um tem o seu “time do coração”, isto é um fato mais do que conhecido por todos nós. Tendo em vista tudo isso, não há como deixar de “discutir futebol”. Portanto, não há como negar o fato de que o brasileiro é um inveterado “homus futebolisticus”.
Aliás, dentro ainda desse tema, é curioso observar como, de uns tempos pra cá, o futebol tem estado cada vez mais vinculado com a religião em nosso país. E isso pode ser visto de várias formas. Quem é que não conhece o movimento dos “Atletas de Cristo”, no qual os atletas estão vinculados a diversos esportes e, dentre eles, é claro, o futebol? Recentemente, vimos a repercussão que teve a postura de parte do time do Santos (composta por evangélicos) em se recusar a participar de uma visita a um Lar Espírita. Além disso, todos nós temos visto com freqüência: camisetas com dizeres cristãos/bíblicos sendo mostradas durante os gols por alguns atacantes, momentos de oração antes do início e/ou após o término de uma partida de futebol e braços levantados com os dedos indicadores em riste apontando para o céu (como forma de gratidão a Deus por uma defesa feita, por um gol marcado, pela conquista de uma partida de futebol, pela conquista de um campeonato etc). Disso tudo se depreende que futebol e religião, por exemplo, não somente se discutem como também se misturam e se interagem.
II – Discutindo “Política”
No que se refere à atual política brasileira, tão imersa em corrupção de todos os tipos, tão retrógrada em algumas de suas leis e tão injusta em muitos de seus pressupostos, deve-se dizer o seguinte: nós, cristãos, não devemos viver alienados à política ou políticas que estão presentes em nossa sociedade.
Se nós somos o “povo do livro” (a Bíblia) e nos ufanamos de que ela é a nossa “única regra de fé e prática”, então, temos que entender que o povo de Deus tem tudo a ver com a política. Personagens bíblicos, tais como José, Moisés, Davi, Salomão, Daniel, Isaías, Amós e tantos outros (para citarmos apenas alguns) estavam inteirados e, muitas vezes, envolvidos com a política dominante em sua época. Eles discutiam, contestavam, questionavam, combatiam e refletiam acerca do sistema político que vigorava em seu tempo. A política não era um assunto irrelevante para eles, pelo contrário, era algo com o qual se preocupavam de forma engajada.
Aliás, o apóstolo Paulo nos pede que façamos “orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; Pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade” (1 Timóteo 2.1,2). Em outras palavras, Paulo conta com a participação dos cristãos e suas orações no âmbito político. Dessa forma, não somente o brasileiro em geral, mas também o brasileiro cristão-evangélico em particular, é um homus politicus. Leis como a recém-aprovada “Lei da Ficha Limpa”, que prevê que os políticos que tenham condenações por órgãos colegiados (mais de um juiz) não podem se candidatar nas eleições, são conquistas nossas, são conquistas do povo, pois nasceram a partir de uma iniciativa popular. Logo, foi “discutindo política” que uma lei importante tal como essa pôde ser aprovada em Brasília.
III – Discutindo “Religião”.
Finalmente, o brasileiro de um modo geral também é religioso. O “ser religioso” está em nossas raízes, corre em nossas veias e pulsa em nossos braços. Uma vez que fomos colonizados por Portugal, um país católico, acabamos adquirindo uma predominância religiosa também católica em nossa nação. Além disso, o tráfico negreiro, que trouxe consigo muitos negros oriundos da África para trabalharem e viverem como escravos aqui no Brasil, somado à existência de indígenas nativos em nosso solo, bem como, as suas respectivas crenças, dentre vários outros aspectos, acabaram contribuindo para a formação de uma religião extremamente sincrética, tal como a que vemos em nossos dias atuais.  
Em nosso solo, notamos uma verdadeira “mistureba” religiosa, onde elementos oriundos do catolicismo, da umbanda, do candomblé, do espiritismo e de crenças afro, entre outras, acabam coexistindo, muitas vezes, na vida de uma mesma e única pessoa. Isto sem falar no enorme crescimento das igrejas evangélicas das mais variadas matizes (sobretudo, pentecostais e neopentecostais) em nosso solo.
Estas situações nos conduzem à constatação de que o Brasil é um verdadeiro “laboratório religioso” a céu aberto. Em quase toda “esquina” encontramos igrejas, templos, crenças, cultos, enfim, tudo aquilo que, de uma forma ou de outra, evoca o sagrado. Aliás, chegamos até ao cúmulo de nos apossarmos da divindade, pois reivindicamos a plenos pulmões que “Deus é brasileiro”. Dito de outra forma, o brasileiro é mesmo um “homus religiosus”.
Ora, em vista de tudo o que foi dito, creio que vale à pena sim discutir futebol, política e religião. O que não vale à pena é deixarmos de fazer uso da nossa bela e maravilhosa liberdade de expressão!
Carlos Augusto Vailatti

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Os Significados da Palavra Amém

 
Existem algumas palavras e expressões que simplesmente nos impressionam pelos seus significados. E, certamente não cometeremos nenhum engano, se incluirmos entre elas a palavra bíblica “Amém”. A palavra “Amém” aparece pela primeira vez no Antigo Testamento em Números 5.22 e pela última vez no Novo Testamento em Apocalipse 22.21.

Entre os seus significados, “Amém” pode ser traduzida como:

1) “Verdadeiramente, De Fato, Assim Seja”. Aqui, a palavra exprime uma afirmação certa em resposta a algo que foi dito, além de expressar também concordância com relação ao conteúdo do que foi falado.

2) Além disso, a palavra “Amém” – segundo o Talmude (Shabat 119b) – é um acrônimo formado pela primeira letra das palavras hebraicas “El Melech Neeman”, cuja tradução é: “Deus é um Rei Confiável”. Esse último significado nos traz duas lições maravilhosas:

a) “Deus é Rei”. Isso nos faz pensar no fato de que o Senhor está no trono, reinando soberanamente (1 Reis 22.19; Salmos 11.4; 45.6; 97.1; Apocalipse 20.11 etc). Deus, depois de criar todas as coisas, não entregou a Sua criação à própria sorte, deixando-a a deriva. Muito pelo contrário, o nosso Deus exerce o Seu governo e o Seu domínio sobre tudo e sobre todos, inclusive sobre a sua própria vida, leitor! Por isso, não há motivos para se preocupar, pois o nosso Rei tem em Suas mãos as rédeas da história e o controle absoluto de tudo, incluindo aqueles problemas e situações da vida que tiram a nossa paz e nos deixam apreensivos. Portanto, não se preocupe com relação a estas coisas, porque Deus está no comando da sua vida!

b) “Deus é Confiável”. Em meio a tantas incertezas e desconfianças da vida, uma coisa é certa: “Nós podemos confiar em Deus!”. Homens podem nos decepcionar, igrejas e ministérios podem nos desiludir e líderes eclesiásticos podem nos desapontar, mas o Senhor não! Jamais! O apóstolo Paulo exemplificou isso muito bem, ao dizer: “Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam (...). Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me (...) e fiquei livre da boca do leão” (2 Timóteo 4.16,17). Sendo assim, ouse confiar em Deus, pois Ele jamais irá te desapontar! 

Ora, Àquele que reina e é confiável, sejam o louvor, a majestade e o domínio para todo o sempre!

AMÉM.
            Carlos Augusto Vailatti